Depreciate proven scientific research

De Observatório sobre as Estratégias da Indústria do Tabaco no Brasil
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Crédito: WHO/World No Tobacco Day©, 2012




Lançar dúvidas sobre a credibilidade das evidências científicas sobre os danos causados pelo consumo de tabaco e pela exposição ao fumo passivo é uma tática usual da indústria fumageira. Visando enfraquecer a legislação de controle do tabagismo, a indústria cria polêmicas para desviar a atenção do público e dos governos.



As evidências científicas sobre os danos causados pela exposição ao tabaco são tão fortes e abrangentes que a indústria precisa suavizá-los para contornar ou enfraquecer a legislação de controle do tabaco. Um executivo do setor de cigarros disse em certa ocasião:

"A dúvida é o nosso produto, visto que é o melhor meio de competir com o 'corpo de evidências' que existe na mente do público em geral. Também é o meio de estabelecer uma controvérsia".[1]

Os esforços da indústria fumageira de negar os efeitos danosos da fumaça do cigarro são bem conhecidos. Há décadas, a indústria sabe que a fumaça do cigarro é tóxica. Uma empresa, por exemplo, realizou confidencialmente extensas pesquisas sobre a fumaça do cigarro em um laboratório secreto e provou sua toxicidade [2][3]. Ela então iniciou um programa global com outras empresas de tabaco, contratando cientistas e lobistas para disputar evidências científicas sobre os riscos à saúde. A indústria contratou cientistas e informou jornalistas, agentes do governo e membros da comunidade científica para confundi-los sobre os danos causados pelo tabaco e sua fumaça.

A maioria das empresas fumageiras continua a negar que a fumaça do tabaco mate [4][5].

Seja por criar dúvidas sobre os danos causados pela exposição a fumaça de tabaco, a dependência causada pela nicotina ou por efeitos prejudiciais do tabagismo, as táticas dissimuladas da indústria fumageira têm gerado uma indústria multimilionária que tacha as pesquisas realizada pela comunidade científica como 'ciência barata'. Consultores contratados têm cada vez mais tentado distorcer a literatura científica, além de fabricar e ampliar uma incerteza científica a fim de desviar as decisões de políticas a favor da indústria. Ao fazerem isso, eles não apenas retardam as ações de controle do tabagismo, mas também enfraquecem as salvaguardas de saúde pública e criam barreiras que dificultam a ação de legisladores, agências do governo e tribunais no que diz respeito a ameaças futuras.


A este respeito, ler também:

Notas e Referências

  1. SMOKING and health proposal. Legacy Tobacco Documents Library, Estados Unidos, 26 mar. 1999. Disponível em: http://legacy.library.ucsf.edu/tid/nvs40f00/pdf. Acesso em: 18 nov. 2014. Documento integral: PDF.
  2. SCHICK, Suzaynn; GLANTZ, Stanton. Philip Morris toxicological experiments with fresh sidestream smoke: more toxic than mainstream smoke. Tobacco Control, v. 14, p. 396-404, 2005. Disponível em: http://tobaccocontrol.bmj.com/content/14/6/396.abstract. Acesso em: 19 nov. 2014. Documento integral: PDF.
  3. DIETHELM, Pascal; RIELLE, Jean-charles; MCKEE, Martin.The whole truth and nothing but the truth? The research that Philip Morris did not want you to see. The Lancet, Inglaterra, 11 nov. 2004: Disponível em: http://image.thelancet.com/extras/03art7306web.pdf. Acesso em: 19 nov. 2014. Documento integral:PDF.
  4. BIALOUS, Stella Aguinada; STAN, Shatenstein. Profits over people: tobacco industry activities to market cigarettes and undermine public health in Latin America and the Caribbean. Pan American Health Organization, Estados Unidos, 16 dez. 2002. Disponível em: http://iris.paho.org/xmlui/bitstream/handle/123456789/2807/Profits%20Over%20People.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 19 nov. 2014. Documento integral: PDF.
  5. TONG, Elisa; GLETZ, Stanton. Tobacco industry efforts undermining secondhand smoke with cardiovascular disease. Circulation, Estados Unidos, 16 out. 2007. Disponível em: https://circ.ahajournals.org/content/116/16/1845.full.pdf+html. Acesso em: 19 nov. 2014. Documento integral: PDF.



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